O filme de animação Moana , lançado em 2016 pelos estúdios Walt Disney , conta a história de uma menina – filha do chefe de uma tribo Motonui da Polinésia – escolhida pelo oceano para ser protagonista de uma aventura que deveria reunir uma relíquia mística a uma deusa e, neste processo, passar por diversas adversidades, mas também por um mergulho profundo em sua própria essência. De início, a narrativa de Moana se desdobra a partir de um roubo feito pelo semideus Maui que, no intuito de presentear os humanos e assim ser amado, rouba o coração da deusa TeFiti – doadora de vida – e logo após entra em conflito com o monstro Te Ka e perde a batalha, perdendo também seu anzol mágico e a pedra pounamu [1] , o coração da deusa. Com isso, todas as ilhas criadas por TeFiti foram amaldiçoadas, inclusive a ilha onde um milênio mais tarde nasceria Moana. Logo nas primeiras cenas, a pequena Moana Waialiki tem seu encontro inicial com o oceano que traz o coração até a menina e em um ...
Fiz ontem 32 anos. A volta do Sol á Áries por trinta e duas vezes aos 18 de abril rememora, por meio do símbolo, o momento do meu começo aqui nesta Terra, neste corpo, nesta consciência. Fui tantas coisas durante esse tempo, mas só agora começo a ser eu mesma, porque começo também a ver aquilo que desprezei por anos e que para o bem ou para o mal fazem parte de quem sou; e eu não sou tão boa quanto pensava, nem tão ruim quanto já me acusei. Não sou o que pensam de mim, mas também não sou só aquilo que não pensam. Sou todo o amor que dei e o amor que me deram; sou também todo o amor que não pude dar nem receber. Sou minha avó, meu avô, minha mãe e meu pai. Sou eles em mim, mas, sobretudo, sou eu sozinha. Sou minha busca e o que ainda não sei que sou, mas serei. A vida é um rio que corre e eu, antes margem, sou a folha que flutua sem saber para onde vai, mas que não amaldiçoa a água que a leva nem a árvore que a deixou, pois importa mais seguir do pensar sobre o po...
Naquele domingo, o último do mês, as férias haviam acabado e estava pronta para recomeçar. A melancolia desse dia parecia a mesma, tão conhecida minha, ainda que alguma coisa me dissesse que não era igual. Por forças e meios que vão além de mim e que só você e eu saberemos até que a vida acabe e depois dela, por forças do universo conspirando para o bem, você chegou. Já era tarde, ou talvez tarde para mim que durmo – como dizem – com as galinhas. Era tarde e o sono não vinha; descansou de mim, deixou-me ser feliz enquanto eu assim quisesse. Você chegou e algo mudou. Quando a chave do portão girou duas vezes, seu carro parou e o meu coração também. Há algo de mágico em primeiros encontros, pois eles são sempre lembrados como o início de histórias, boas ou más, e histórias são sempre mágicas, pois fazem parte de quem somos. Que olhinhos curiosos, pensei. Eles me olhavam querendo me descobrir, de todas as formas, e isso me causou um sentimento tão gostoso. Talvez fosse vaidade de mu...
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