Uma quase morte, o balão de luva descartável e o suco de acerola
Aos cinco anos vivi uma experiência de quase morte. Lembro-me com clareza do dia, em um final de semana, que estava com minhas tias, como de costume, enquanto minha mãe trabalhava. Naquela época, a convivência entre os jovens ainda existia para além das redes sociais e minhas tias – jovens e com os hormônios à flor da pele – aproveitaram para passear nas praças do bairro, local onde a garotada se reunia para paquerar. Como elas deveriam cuidar de mim, fui obrigada a participar deste ritual de iniciação mesmo ainda não estando preparada para ele. Mas algo nesse dia, além da própria situação, não estava muito bem e uma dor muito forte no pé da barriga me incomodava. Essa dor me fazia caminhar com dificuldades, mas caminhar era justamente o que minhas tias queriam. Assim, fui arrastada pelas ruas do Sol Poente até que não aguentei mais e comecei a chorar. Sim, a primeira impressão dessa cena foi a de que eu era uma criança mimada e estava fazendo birra para simplesmente volta...