A cada luz que acendemos no nosso próprio labirinto, é um passo a mais que damos para dentro de nós mesmos
Já havia lido várias vezes a seguinte frase de Jung, mas só agora entendi realmente o seu sentido: “Até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida e você vai chamar isso de destino”.
Estive doente por uns dias e esse estado – e outros tantos fatores individuais e cósmicos – me fez refletir sobre várias coisas. Em retrospectiva, pensei em como minha vida havia mudado desde o início de 2020 até aqui; como foi difícil, mas também no quanto cresci internamente. Foi quando lembrei da minha escolha do tema do mestrado: a morte. À época, achei a escolha um tanto quanto conveniente, já que o mundo sentia o cheiro da morte ainda mais forte em cada esquina. Depois segui a trilha mental, das coisas que tinha lido depois e até agora e fiquei admirada como tudo fez sentido!“Destino!” – pensei.
Porém, logo em seguida, a frase do Jung veio à minha mente como um raio clareando uma parte da minha escuridão interior.
“É isso! – pensei.
Por anos minhas escolhas foram feitas de forma inconsciente. É bem verdade que hoje por algumas delas agradeço e vejo que, mesmo mirando com uma venda nos olhos, acertei o alvo. Outras, errei feio e elas machucaram não só a mim, mas a outros com quem convivia.
A vida não é um caminho linear, assim como não o é também o processo de amadurecimento. Alguns dias avançamos mais, outros um pouco menos e muitos deles permanecemos parados. É importante, porém, saber o que somos e porque somos.
A cada luz que acendemos no nosso próprio labirinto, é um passo a mais que damos para dentro de nós mesmos.

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